
Há 42 anos me dedico à Reflexologia com a mesma convicção do primeiro dia — uma história que construí ao lado do meu marido.
Quando comecei, a Reflexologia quase não tinha espaço no Brasil. A gente usava tudo o que tinha nas mãos na época: a rádio, a televisão da cidade, panfletos e folders entregues de porta em porta. As pessoas chegavam pela curiosidade e voltavam pelo resultado. Foi assim, uma a uma, que esta história se construiu.
Minha formação foi em Assunção, no Paraguai, com Margarita Gotthold — que veio do Canadá e foi aluna de Eunice Ingham, a mãe da Reflexologia moderna. Depois vieram outras: Shiatsu Clássico, Keiraku Beauty (a massagem estética oriental), drenagem linfática, entre tantas. Cada uma, uma forma nova de enxergar o corpo.
O momento que mudou tudo
Uma crise grave de saúde me deixou meses debilitada, sem conseguir me levantar. Eu estava doente demais para cuidar de mim — e foi o meu marido que aplicou em mim tudo o que a gente sabia: Reflexologia, alimentação, suplementação. O corpo respondeu. A recuperação foi profunda — e, dali em diante, eu nunca mais vi a Reflexologia do mesmo jeito.
São 42 anos de clínica desde então. Pacientes que viraram amigos. Corpos que respondiam quando o estímulo chegava no lugar certo, na direção certa. Pelo caminho, fui criando os meus próprios protocolos — observando, anotando, refinando, uma sessão de cada vez.
Por que eu ensino
Eu ensino, antes de tudo, porque gosto. Gosto de passar adiante o que eu vivi e aprendi, e de ver isso fazendo diferença na vida de alguém. O que eu e o meu marido aprendemos mudou a nossa vida — no corpo, no emocional e também no sustento — e eu não quero que esse conhecimento fique guardado. Quero que chegue às pessoas e às famílias, e que cada uma possa usar isso para ficar bem.
O que eu vejo é que muita reflexoterapeuta ainda não enxerga o potencial que tem nas próprias mãos — o quanto a Reflexologia é poderosa e o quanto pode transformar a vida dela, em todos esses sentidos. Eu tive uma base excelente, e quero que cada uma também tenha: aprender a enxergar o corpo inteiro, a pensar antes de tocar, a confiar no que faz.
E quero mais: que a Reflexologia seja vista como algo para a vida — um cuidado que cabe no dia a dia de todas as pessoas e de todas as famílias. E, ao mesmo tempo, como uma profissão de verdade, que cuida de quem é atendido e também sustenta e faz prosperar quem a pratica.
“Você só consegue explicar aquilo que realmente entende.”
Se você chegou até aqui — por curiosidade, para cuidar de você, de quem ama, ou porque sonha em viver disso — seja muito bem-vinda. Este espaço é seu.
Com carinho,
Rose Cantiero
