Amanhã, segunda-feira, começa a Semana Mundial da Reflexologia. De 21 a 27 de setembro, reflexologistas de vários países dedicam os mesmos sete dias a um objetivo simples: fazer mais gente conhecer a reflexologia.
Se você nunca fez uma sessão, esta é uma boa semana para entender o que ela é. E se já fez, é uma boa semana para perceber que ela pode ter um lugar fixo na sua vida, e não aparecer só no dia em que a dor aperta.
O que é a Semana Mundial da Reflexologia
A Semana Mundial da Reflexologia (em inglês, World Reflexology Week) é promovida pelo Conselho Internacional de Reflexologistas, o ICR. Ela acontece sempre na última semana completa de setembro, de segunda a domingo. Em 2026, essa semana vai do dia 21 ao dia 27.
A ideia foi anunciada em Londres, em 1997, e a semana foi instituída em 1999, na conferência do ICR no Havaí. Desde então, a cada setembro, profissionais de vários países usam a data para mostrar o que fazem. O ICR propõe a semana, mas quem faz a reflexologia ser conhecida é quem pratica, cada um na sua cidade.
Por que a reflexologia tem uma semana só dela
Porque ela tem história, e história longa. Existe tradição milenar de trabalho nos pés e, no Ocidente, mais de cem anos de registro escrito, com autor e data. Em 1917, William FitzGerald e Edwin Bowers publicaram Zone Therapy, o livro que apresentou a zonoterapia, um sistema que divide o corpo em dez zonas. Foi do estudo desse sistema que Eunice Ingham partiu para mapear o pé área por área, e é esse trabalho que deu origem à reflexologia como ela é praticada hoje. Eu conto essa trajetória com mais calma em história da reflexologia.
Quando falo da história da reflexologia na formação, eu cito uma frase de Bernardo de Chartres: somos anões sobre o ombro de gigantes. Quem pratica reflexologia hoje enxerga longe porque está apoiado no trabalho de quem veio antes. A Semana Mundial da Reflexologia também existe para lembrar disso.
No Brasil, esse caminho tem um marco oficial: a reflexoterapia é reconhecida pelo Ministério da Saúde como Prática Integrativa e Complementar no SUS desde a Portaria GM/MS nº 849, de 27 de março de 2017.
Como aproveitar a semana para conhecer a reflexologia
Quando eu comecei, há 42 anos, pouca gente sabia o que era reflexologia. Hoje muita gente já ouviu o nome, mas ainda confunde com massagem relaxante nos pés. A semana é uma boa ocasião para tirar essa dúvida da forma mais direta: perguntando a quem estudou e, se fizer sentido para você, fazendo uma sessão.
Antes e durante a primeira sessão, vale:
- Pergunte antes de marcar. Um bom profissional explica, em palavras simples, o que faz e por que faz. Se a resposta for só “é relaxante”, falta explicação.
- Conte a sua história antes de deitar na maca. Quais medicamentos você usa, se está em tratamento, se tem diabetes, se está grávida. Isso muda o que pode e o que não pode ser feito, e está detalhado em contraindicações da reflexologia.
- Observe como a sessão começa. Uma sessão bem conduzida começa com conversa, depois com o olhar atento sobre o pé, e só então com o toque. Se você tem receio de sentir dor, vale ler reflexologia dói? antes.
Como reconhecer uma sessão de reflexologia bem feita
Alguns sinais aparecem já no primeiro encontro, e nenhum deles depende de você entender de reflexologia.
O profissional pergunta antes de tocar, trabalha com as mãos, sem óleo nem creme, porque o trabalho depende de sentir o pé, e explica o que escolheu trabalhar naquele dia. Não promete cura, não dá diagnóstico e nunca sugere que você deixe o seu médico ou o seu remédio.
Ser complementar não faz da reflexologia um detalhe. Ela se soma ao tratamento que você já faz, e as duas frentes trabalham juntas.
A reflexologia como parte da vida, e não só do dia ruim
No primeiro módulo da formação, eu conto às minhas alunas como a reflexologia chegou até nós. Margarita Gotthold, a professora que me formou em Assunção, aprendeu reflexologia para cuidar da irmã, que tinha um problema muscular grave. Antes de começar com ela, atendeu o próprio pai e a própria mãe, e viu o resultado neles. Tudo começou pelo cuidado com a família.
Meu marido e eu começamos casados havia pouco tempo, com o nosso filho ainda pequeno. A reflexologia faz parte da nossa história. Faz parte de nós.
É isso que eu gostaria que você levasse desta Semana Mundial. A reflexologia alivia no dia ruim, e alivia bem. Mas ela mostra o que tem de melhor quando é acompanhamento, com plano, com alguém que conhece o seu histórico e sabe para onde está conduzindo o trabalho.
Nesta semana, procure conhecer a reflexologia de perto. E lembre que ela é uma prática integrativa e complementar: está sempre junto com o cuidado médico, nunca em substituição a ele.
Fontes: Conselho Internacional de Reflexologistas (ICR), World Reflexology Week: icr-reflexology.org/world-reflexology-week · Anúncio de 1997 em Londres, relatado por dirigente do ICR: oregonreflexologynetwork.org/world_reflexology · Ministério da Saúde, Portaria GM/MS nº 849, de 27 de março de 2017: bvsms.saude.gov.br · FitzGerald, W. H.; Bowers, E. F. Zone Therapy, 1917.


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