Tem uma fase que a maioria de nós vive em algum momento: a gente precisa acolher os pais. Em 42 anos de atendimento, eu vi isso muitas vezes. Muitos dos clientes que eu atendi tinham pais idosos, doentes, e eram eles que cuidavam.
Este artigo é para quem está nessa fase e quer saber se a reflexologia para idosos pode fazer parte desse cuidado. Pode, com alguns ajustes. E, para fechar a Semana Mundial da Reflexologia, eu quis falar justamente da fase em que quem sempre cuidou da gente passa a ser cuidado.
Reflexologia para idosos: a pele pede outra pressão
A pele da pessoa idosa é mais fina, e isso muda a sessão desde o primeiro toque. É por isso que eu repito tanto para as minhas alunas:
Cuidado quando vocês estiverem fazendo, e principalmente na parte que é mais fina a pele, de pessoas idosas ou com diabetes. Porque a pessoa idosa, se você começar a pressionar muito, queima aquela pele e pode fazer um machucado que daí é difícil de curar.
A pressão é mais leve, e o trabalho vai devagar. Como eu contei no artigo da gravidez, com a pessoa idosa muitas vezes vale começar pelas mãos: o trabalho nas mãos é mais suave e ajuda a pessoa a aceitar depois o trabalho nos pés. Eu explico como ela funciona em reflexologia das mãos: o que é e como ela age no corpo.
Junto com o médico, sempre
Na reflexologia para idosos, a pessoa quase sempre já tem acompanhamento médico, e muitas vezes toma medicação de uso contínuo. A reflexologia entra ao lado desse tratamento. Ela não substitui remédio, não muda dose e não faz diagnóstico. O médico precisa saber que a pessoa está fazendo reflexologia, e quem atende precisa saber de tudo o que a pessoa trata e toma.
Ser complementar não quer dizer ser acessória. Quando a reflexologia caminha junto com o acompanhamento que a pessoa já faz, as duas frentes somam.
Há casos em que a reflexologia espera ou exige liberação: depois de uma cirurgia, por exemplo, só com autorização médica. Esses casos estão reunidos em contraindicações da reflexologia, e vale conhecer antes da primeira sessão.
Uma sessão alivia; o acompanhamento faz parte da vida
Muita gente procura a reflexologia no dia em que a dor aperta, e ela ajuda nesse dia também. O problema é quando ela fica só nisso. Na cabeça da maioria das pessoas, a reflexologia passa a funcionar como um remédio para a dor: aliviou, acabou, e só se volta quando doer de novo.
O alívio é real. O que sustenta o resultado é o acompanhamento: sessões com plano, com frequência definida por quem está atendendo e com reavaliação ao longo do caminho. Se o sono é o que mais preocupa na sua casa, eu escrevi sobre ele em reflexologia para insônia.
A família cuidando junto
Tem um lado da reflexologia que eu gostaria que mais gente conhecesse. Nas minhas aulas eu digo: se você não quer seguir a profissão, aprenda para cuidar da sua família. Quando a reflexologia é usada em casa, ela estreita os vínculos familiares.
E eu gosto de lembrar o que está por trás de tudo isso:
O toque, ele é a vida. Pro bebê, pra criança, pro adolescente, pros idosos.
Quando há doença em tratamento, converse antes com o médico. E, se você quiser aprender para cuidar de quem você ama, aprenda com quem estudou para ensinar.
De uma geração para a outra
Na semana passada eu falei da gestante em reflexologia na gravidez, e lá eu comecei a mostrar como cada fase da vida pede um cuidado diferente. Com a pessoa idosa, a reflexologia completa esse caminho: presente na casa, de uma geração para a outra, com o médico sempre por perto.
Se você está pensando em reflexologia para idosos na sua família, comece pela conversa com o médico e por um reflexoterapeuta formado. A reflexologia é uma prática integrativa e complementar: soma ao cuidado que a pessoa já recebe.


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